Sim, há Esperança! Desejamos um Santo Advento!

[Aniversários]

“O mundo está a arder!” Vale a pena ter Esperança?

“O mundo está a arder!”, dizia Santa Teresa de Jesus, em pleno século XVI, a propósito das profundas mudanças sociais, sobretudo na Europa de então, e muito particularmente da divisão entre os cristãos. Pois bem, embora num contexto social muito diferente, as suas palavras são, infelizmente, muito actuais.
A verdadeira amizade com Deus, leva-nos a reconhecer, respeitar e amar todas as pessoas, sem excepção, – e em qualquer etapa da vida - como nossos irmãos.
Para nós, que acreditamos em Jesus como a revelação do rosto de Deus, sabemos que cada pessoa não é só um irmão nosso, filho do mesmo e único Pai Criador, mas tem em si mesmo a mais sublime dignidade, pois, no mais profundo de si, no mais intimo da sua intimidade, habita em essência e presença o próprio Deus, a Santíssima Trindade: insondável mistério de Amor deste Deus Misericordioso que, em Jesus, uniu as duas naturezas: a humana e a divina.

 

Por isso, vale a pena ter Esperança! Porque a Esperança existe independentemente dos nossos estados de ânimo pessoal, colectivo ou civilizacional. A Esperança é Deus! A Esperança é Jesus, que vive Ressuscitado, independentemente de nós O reconhecermos, O acolhermos e O amarmos! Deus é esperança, porque não desiste de nós! Espera-nos! Espera-nos, porque é Amor! Veio a nós, como verdadeiro Homem, Ele que é verdadeiro Deus, e quer partilhar connosco a Sua Vida de transbordante Amor!
Por isso, vimos manifestar a todos os Humanos, os nossos votos de amizade na verdade da alegria e da paz! “Todos somos irmãos”!
A todos os cristãos, amigos e benfeitores, os nossos votos de Santo Advento, rumo ao encontro com o Rosto da Misericórdia: Jesus Cristo, feito Homem, o Deus Menino!

Unidas na paz e alegria da nossa vida orante,
as vossas irmãs carmelitas da Rainha do Mundo,
que vos oferecem um excerto da Poesia de São João da Cruz,
“Romance sobre o Evangelho 'In principio erat Verbum' acerca da Santíssima Trindade”,
para saborear nesta época de Advento e Natal.

 

"Já que o tempo era chegado,
em que fazer-se devia
o resgate da esposa
que em duro jugo servia
debaixo daquela lei
que Moisés dado lhe havia;
o Pai com amor bondoso
desta maneira dizia:
”Já vês, Filho, à tua imagem
Tua esposa eu fazia
e no que a ti se parece
contigo bem condizia;
Difere, porém, na carne
que em teu ser não existia.
Pois nos amores perfeitos
esta lei se requeria
que se faça semelhante
o amante a quem queria;
Pois a melhor semelhança
mais deleite conteria;
que decerto em tua esposa
grandemente cresceria
se te visse semelhante
na carne que possuía.”

“Minha vontade é a tua
- o Filho lhe respondia -
ser minha a tua vontade
é a glória que eu queria;
e o que a mim, Pai, me convém
tua alteza é que o dizia
porque mais tua bondade
deste modo se veria;
ver-se-á o teu poder
justiça e sabedoria;

Irei dizê-lo ao mundo,
ao mundo eu anunciaria
tua beleza e doçura
e tua soberania.

Irei buscar minha esposa
e sobre mim tomaria
suas fadigas e dores
em que tanto padecia:
e para ela ter vida
eu por ela morreria
e, libertando-a do lago,
a ti a devolveria.”

Chamou então um arcanjo
que Gabriel se dizia
e enviou-o a uma donzela
que se chamava Maria,
de cujo consentimento
o mistério se fazia;
na qual a Suma Trindade
de carne o Verbo vestia.
E embora de três a obra,
somente num se fazia;
ficou o Verbo encarnado
em o ventre de Maria.

E o que tinha apenas Pai,
também já Mãe possuía.
Porém não como qualquer
que de varão concebia,
porque das entranhas dela
sua carne recebia;
pelo qual, Filho de Deus
e do homem se dizia.

Já sendo chegado o tempo
em que de nascer havia,
assim como desposado
do seu tálamo descia,
abraçado à sua esposa,
que em seus braços trazia;
o qual a Mãe graciosa
em um presépio estendia,
no meio de uns animais
que na altura ali havia.

Diziam cantos os homens
e os anjos melodia
festejando os esponsórios
que entre aqueles dois havia;
Deus, porém, nesse presépio
ali chorava e gemia,
que eram jóias que a esposa
aos esponsórios trazia,
e estava a Mãe assombrada
da troca quer ali se via:
Em Deus o pranto do homem
e no homem a alegria.
Coisa que num e no outro
tão alheia parecia."

São João da Cruz

 

 

2015-12-01

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