A oitava da Assunção da Virgem Maria é para nós uma especial novena à Sua Realeza à direita de seu Filho Jesus ressuscitado.
Somos criados para o Céu! Mas o Céu já começa aqui! Desde já, peregrinando nesta Terra por Deus criada para nós, vamos fazendo a experiência da vida do Céu, porque Jesus se Fez verdadeiro Homem no seio da Virgem Maria. Meditar nestas verdades ajuda-nos a viver e a vencer as dificuldades da fé e as inerentes à vida comum do dia a dia, que, desta forma, ganha sabor e alegria! É também neste sentido que pode ajudar esta “novena”, que convidamos fazer conosco, em honra e louvar da Nossa Mãe Santíssima Rainha do Mundo, Ela que foi na sua plena liberdade se deixou divinizar pelo Amor de Deus!
16 de Agosto
“Era necessário que Aquela que trouxera no seio o Criador feito menino fosse habitar nos divinos tabernáculos… Era necessário que Aquela que tinha visto o seu Filho na cruz e recebera no coração a espada de dor, O contemplasse sentado à direita do Pai. Era necessário que a Mãe de Deus possuísse o que pertence ao Filho e que todas as criaturas a honrassem como Mãe e Serva de Deus”
São João Damasceno
17 de Agosto
“Com razão acreditou sempre o povo fiel, já nos séculos passados, que a mulher, de quem nasceu o Filho do Altíssimo – o qual “reinará eternamente na casa de Jacó”, (será) “Príncipe da Paz”, “Rei dos Reis e Senhor dos senhores” -, recebeu mais que todas as outras criaturas singulares privilégios de graça. E considerando que há estreita relação entre uma mãe e o seu filho, sem dificuldade reconheceu na Mãe de Deus a dignidade real sobre todas as coisas.”
Carta encíclica Ad Caeli Reginam sobre a realeza de Maria e a instituição da sua Festa, Papa Pio XII (1954)
18 de Agosto
“Saiba-se que Maria, na língua siríaca, significa Senhora”.
São Jerônimo, séc. IV-V
“O nome hebraico Maria traduz-se por “Domina” em latim: “portanto o anjo chama-lhe Senhora para livrar do temor de escrava a mãe do Dominador, a qual nasce e se chama Senhora pelo poder do Filho”.
São Pedro Crisólogo, séc. IV-V
19 de Agosto
“Como Mãe da Igreja, a Virgem Santa está unida aos discípulos que se “entregavam assiduamente à oração” (At 1, 14) e, como Mulher nova que antecipa em si o que um dia se realizará para todos na plena fruição da vida trinitária, é elevada ao Céu, de onde estende o manto de proteção da sua misericórdia sobre os filhos peregrinos a caminho do monte santo da glória.”
São João Paulo II, Mensagem por ocasião dos 750 anos do Escapulário de Maria
20 de Agosto
“Maria é Rainha porque foi associada de modo único ao seu Filho, tanto no caminho terreno como na glória do Céu…
Mas agora perguntemo-nos: o que quer dizer Maria Rainha? É só um título unido a outros, a coroa, um ornamento com outros? O que quer dizer? O que é esta realeza? Como já se indicou, é uma consequência do seu estar unida ao Filho, do seu estar no Céu, isto é, em comunhão com Deus; Ela participa na responsabilidade de Deus pelo mundo e no amor de Deus pelo mundo. Existe uma ideia vulgar, comum, de rei ou rainha: seria uma pessoa com poder e riquezas. Mas este não é o tipo de realeza de Jesus e de Maria. Pensemos no Senhor: a realeza, o ser rei de Cristo está imbuído de humildade, serviço e amor: é sobretudo servir, ajudar e amar…
E assim já chegamos ao ponto: como exerce Maria esta realeza de serviço e amor? Velando sobre nós, seus filhos: os filhos que se dirigem a Ela na oração, para lhe agradecer ou para lhe pedir a sua tutela maternal e a sua ajuda celestial, talvez depois de se ter extraviado pelo caminho, oprimidos pela dor ou angústia, pelas vicissitudes tristes e difíceis da vida. Na serenidade ou na escuridão da existência, dirijamo-nos a Maria confiando-nos à sua intercessão continua, porque do Filho nos possa alcançar toda a graça e misericórdia necessárias para o nosso peregrinar ao longo das sendas do mundo.”
Papa Bento XVI, Audiência geral de 22 de Agosto de 2012
21 de Agosto
“Maria é a mulher do serviço ao próximo e Maria é a mulher que louva a Deus. … Jesus e Maria percorrem o mesmo caminho: duas vidas que se elevam, glorificando a Deus e servindo os irmãos. Jesus como Redentor, que dá a vida por nós, pela nossa justificação; Maria como a serva que sai para servir: duas vidas que vencem a morte e ressuscitam; duas vidas cujos segredos são o serviço e o louvor. … Serviço e louvor. Façamos esta pergunta a nós mesmos: vivo o trabalho e as ocupações diárias com espírito de serviço ou com egoísmo? Dedico-me a alguém de forma gratuita, sem procurar um benefício imediato? Em suma, faço do serviço o “trampolim” da minha vida? E pensando no louvor: sei, como Maria, exultar em Deus (cf. Lc 1, 47)? Rezo bendizendo o Senhor? E, depois de o louvar, difundo a sua alegria entre as pessoas que encontro? Cada um procure responder a estas perguntas. Que a nossa Mãe, Assunta ao Céu, nos ajude a subir cada dia mais através do serviço e do louvor.”
Papa Francisco
22 de Agosto
“Ela (a Virgem Maria) é-nos dada como sinal de que a Ressurreição de Jesus não foi um evento isolado, uma exceção … Maria é aquele entrelaçamento de graça e liberdade que impele cada um de nós à confiança, à coragem, ao envolvimento na vida de um povo…. Não tenhamos medo de escolher a vida! Pode parecer perigoso, imprudente. Quantas vozes estão sempre lá a sussurrar-nos: ‘Quem te obriga a fazer isso? Pensa nos teus interesses’. São vozes de morte. Em contrapartida, nós somos discípulos de Cristo. É o seu amor que nos impele, corpo e alma, no nosso tempo. Como indivíduos e como Igreja, já não vivemos para nós mesmos. É precisamente isto – e só isto – que difunde a vida e a faz prevalecer. A nossa vitória sobre a morte começa precisamente agora.”
Para Leão XIV, Homilia de 15 de agosto 2025



